Depois de alguns meses (no caso vários) sem escrever aqui me veio uma inspiração. Ao me deparar com o atual caso polêmico dos jogadores do Flamengo Vagner Love e Adriano, que foram relacionados a pessoas influentes do tráfico de drogas do Rio de Janeiro, onde os mesmos se dizem inocentes de todas as acusações feitas a eles,o jogador Love chega até a afirmar que não largará a suas origens, suas raízes.Isso me faz lembrar da música do rapper americano Flo Rida que se chama R.O.O.T.S, do álbum de mesmo nome que diz: “…I can’t hate where I’m from.Cause where I’m from made me (Cause where I’m from made me). I came from the bottom of the slums…”. Qualquer semelhança é mera coincidência.Toda via as histórias se misturam, e realidades de países da america se tornam mais próximas.
Os dois jogadores têm todo direito de visitar seus amigos e parentes nas favelas cariocas, porém a ligação com o tráfico de drogas dessas pessoas é que foi a causa da dúvida de conduta dos atletas. Eu não sou hipócrita para não afirmar que no Brasil a maioria que nasce em bairros pobres, o destino mais provável é ser jogador de futebol ou traficante de drogas e que ambos para essas crianças e jovens que ali vivem, se tornam seus ídolos, ou seja, é muito comum ao cotidiano deles assistir cenas em que traficantes desfilam fortemente armados pelas ruas. Como os jogadores vieram deste cotidiano é bem provável que muitos de seus amigos infelizmente pegaram o outro caminho, e eles não vão deixar a amizade de lado por conta de escolhas pessoais destas pessoas.
O que a sociedade está cobrando destes atletas é a imagem que eles têm perante a mesma, querendo ou não eles são formadores de opinião, e tudo que eles fazem será fato para que todos que os consideram ídolos acreditem que o que estão fazendo é o certo, e assim o tráfico de drogas se tornará banalizado, onde crianças poderão acreditar que o tráfico não é tão errado assim, e que usar drogas não é algo tão ruim assim, desta forma acelerará a indústria das drogas no país que já está tão difícil de se combater, espero que o caso mexicano não vire realidade nas ruas da cidade maravilhosa.








